Imagem: Globoplay | Divulgação
Você foi muito criticada pela sua mãe? Descubra como isso afeta sua vida amorosa, autoestima e escolhas profissionais.
A série Juntas e Separadas trouxe à tona um tema que muitas mulheres reconhecem imediatamente: o impacto da relação com a mãe na construção da autoestima feminina.
A personagem Maria Cláudia, interpretada por Débora Lamm, vive sob críticas constantes da mãe, vivida por Louise Cardoso. Essa dinâmica, embora retratada na ficção, reflete uma realidade comum — e profundamente estudada pela psicanálise.
Mas afinal, como essa relação influencia a forma como uma mulher se vê, se relaciona e se posiciona no mundo?
Juntas e Separadas e o retrato das relações entre mãe e filha
A série expõe com sensibilidade um padrão recorrente: mães que, muitas vezes sem perceber, invalidam, criticam ou cobram excessivamente suas filhas.
Esse tipo de relação pode gerar marcas emocionais duradouras, como:
- insegurança constante
- necessidade de aprovação
- dificuldade de se sentir suficiente
E é justamente aqui que entra o conceito de feminino ferido.
O que a psicanálise explica sobre mães críticas e filhas inseguras
De acordo com Sigmund Freud, a infância é o período em que formamos nossa estrutura emocional.
Quando uma criança cresce sendo constantemente criticada, ela internaliza essa voz como parte de si. Surge então um superego rígido — uma espécie de “crítica interna” que acompanha essa mulher por toda a vida.
Além disso, Freud descreve a compulsão à repetição:
- padrões emocionais tendem a se repetir
- mães reproduzem o que viveram
- filhas carregam e, muitas vezes, perpetuam esse ciclo
Ou seja: não é sobre culpa individual, mas sobre padrões inconscientes.
Feminino ferido: como nasce a baixa autoestima feminina
A psicanalista Melanie Klein ajuda a aprofundar essa compreensão.
Segundo ela, a relação com a mãe é marcada por ambivalência — amor e frustração coexistem. Quando há falta de acolhimento emocional, a criança pode desenvolver sentimentos como:
- comparação constante
- insegurança
- sensação de não ser suficiente
Na vida adulta, isso pode se manifestar como baixa autoestima feminina e dificuldade de se reconhecer como valiosa.
Rivalidade feminina: construção emocional ou padrão social?
Um ponto importante: a rivalidade entre mulheres não é natural.
Ela pode ser resultado de:
- relações primárias inseguras
- validação condicionada
- necessidade de aprovação
Quando uma mulher cresce sem se sentir validada, ela pode buscar esse reconhecimento fora — muitas vezes se comparando com outras mulheres.
Mas isso não é essência feminina. É construção emocional.
Impactos na vida adulta: relacionamentos abusivos, dependência emocional e financeira
O feminino ferido não afeta apenas a autoestima — ele influencia diretamente os relacionamentos e a autonomia financeira
Mulheres que não reconhecem seu próprio valor tendem a:
- aceitar menos do que merecem
- tolerar relações desequilibradas
- desenvolver dependência emocional
- aprisionar-se na dependência financeira
Isso aumenta significativamente a vulnerabilidade a relacionamentos abusivos.
A lógica inconsciente costuma ser:
“Se eu não sou suficiente, preciso me esforçar para ser amada.”
Como a baixa autoestima afeta a vida profissional e financeira da mulher
Os impactos vão além do campo afetivo.
No ambiente profissional, a baixa autoestima pode gerar:
- medo de se posicionar
- dificuldade em negociar
- insegurança para crescer na carreira
Isso pode levar, inclusive, à dependência financeira — um fator que mantém muitas mulheres presas em relações insatisfatórias ou abusivas.
Por isso, curar o feminino ferido não é apenas emocional — é também uma questão de autonomia.
Autoconhecimento e taroterapia: caminhos para curar o feminino ferido
O autoconhecimento é um dos pilares mais importantes nesse processo de cura.
E é aqui que práticas como a taroterapia ganham relevância.
Diferente do que muitos pensam, a taroterapia não é sobre prever o futuro. Ela funciona como uma ferramenta terapêutica que ajuda a:
- acessar padrões inconscientes
- identificar crenças limitantes
- compreender dinâmicas emocionais
Ao trabalhar com símbolos e arquétipos, a taroterapia favorece uma leitura profunda de si mesma.
Isso permite:
- romper padrões repetitivos
- fortalecer a autoestima
- tomar decisões mais conscientes
Leia também: O Despertar do Feminino: Curando o Amor Interrompido e Reconstruindo a Confiança
Como romper ciclos emocionais e reconstruir a autoestima feminina
Curar o feminino ferido é um processo — e também uma escolha.
Esse caminho envolve:
- reconhecer a origem das dores
- questionar padrões internalizados
- desenvolver autonomia emocional
Mais do que isso, envolve reconstruir a própria identidade com base em valor interno — e não na validação externa.
Conclusão

A série Juntas e Separadas não apenas entretém — ela revela padrões profundos que atravessam gerações.
A relação com a mãe, quando disfuncional, pode impactar diretamente:
- autoestima
- relacionamentos
- vida profissional
Mas esses padrões não são definitivos.
Com autoconhecimento — e ferramentas como a taroterapia — é possível ressignificar a própria história, romper ciclos e construir uma vida mais saudável, equilibrada e autêntica.
Eu te espero do lado de cá, das mulheres que escolhem estar em um lugar de merecimento e protagonismo. Te vejo em nossa sessão de Taroterapia ou na Mentoria!
Sibele Alves — Taroterapeuta, Publicitária e Mentora de Mulheres Empreendedoras.


